CONTRACULTURA

confira a seção links com indicações sobre vários temas!

Reclames Estadão e suas conclusões 24/05/2011

Filed under: Uncategorized — gertrudenotstein @ 16:03

Tá, nem tem sentido eu fingir que esse blog tem público ou que eu posto com qualquer tipo de freqüência, MAS eu tinha que postar aqui. Olhando o blog do Reclames do Estadão, que é uma iniciativa muito interessante de digitalizar vários anúncios antigos, me deparei com alguns comentários esquisitos.

Eu tava, naturalmente, vendo propagandas com a tag “mulheres”. Obviamente o que mais tem são anúncios machistas. Mas dos que vi, o único que o blog diz que é machista é o que o cara está pisando em uma mulher-tapete: http://blogs.estadao.com.br/reclames-do-estadao/2010/12/03/anuncio-machista/:

calça

No entanto, diversos outros anúncios, como este abaixo, que coloca máquinas fotográficas velhas como mulheres balzaquianas e máquinas novas como “brôtos”, não levam comentário algum do Blog:

Mas me pergunto se seria bom fazerem comentários. Olha o comentário que segue esse, achei muito engraçado:

chocolate

http://blogs.estadao.com.br/reclames-do-estadao/2010/09/30/coma-chocolates-pequea-come-chocolates/:

“O anúncio sugere que a dona de casa deixe de lado o ferro de passar para reconfortar-se no chocolate. Publicado em 4 de agosto de 1960.

Hoje poderia ser considerado incorreto por retratar a mulher diante da tábua de passar e ainda por cima comendo algo com tantas calorias.”

Gente.. incorreto porque “ainda por cima comendo algo com tantas calorias”?? Hhuahua parece que só piora, porque poderíamos entender que não é correto uma MULHER ingerir algo com tantas calorias.. ou que não é correto que empresas divulguem produtos que podem engordar porque têm “tantas calorias”? De uma maneira ou de outra é uma observação muito engraçada (e não muito correta, talvez).

Outro anúncio que eu achei o comentário meio nada a ver é esse:

mulher

O blog diz: “Pelo título, vai para a nossa lista de anúncios politicamente incorretos.”.

Oi? Nem sei o que comentar, porque é óbvio que o anúncio tem uma intenção completamente oposta de ser politicamente incorreto. E o que dizer  de anúncios muito mais politicamente incorretos, como o da mulher-máquina-fotográfica que nem receberam comentário algum?

Enfim… eu só achei muito engraçado o comentário do muitas calorias politicamente incorretas =D

De resto cumpre dizer que eu acho muito legal o trabalho que fazem no blog. E fica a dica pra quem gosta de ver propagandas antigas, ou pra quem, como eu, gosta de ver como a linguagem oublicitária cheia  dos preconceitos foi só se refinando, e não exatamente se “redimindo”.

Bisous!

 

empatia e relacionamentos 03/03/2011

Filed under: Uncategorized — gertrudenotstein @ 14:24

Em pesquisas, comentários, textos, livros, filmes, vemos aquele cenário típico. As mulheres se sensibilizam com o próximo, consigo mesmas, expressam mais esse sentimento, são condicionadas a pensar nos outros, a se estressar mais com problemas de relacionamento, a achar que precisa mais do amor ou do carinho dos outros.

Enquanto isso os homens são menos sensíveis, expressam menos suas emoções, se preocupam menos com relacionamentos, preferem evitar qualquer situação que lhes deixe vulneráveis, são mais contidos, relaxados, sentem menos culpa etc etc.

 

Se acham que eu vim pronta pra desconstruir esses conceitos, minha idéia não é bem por aí, já aviso. De fato, eu não consigo enxergar outra tendência que não essa que descrevi. Obviamente, no entanto, não acho que ela tenha uma origem biológica ou que seja “natural”. Penso mais em termos de identidade de gênero, e de educação. Acho que há um certo consenso sobre como é difícil “desaprender”, e como é fácil sermos condicionados, desde pequeno, a tal ponto em que não enxergamos mais o que é nosso e o que aprendemos com o tempo.

Um exemplo fácil é o modo como nos sentamos, comemos. Com certeza não é gratuito, não é por acaso. Se entrar numa sala de aula, verá que meninos e meninas costumam se sentar e se portar de acordo com certos padrões. A menina que se senta de pernas completamente abertas, relaxada ao máximo, será vista como desviante, talvez “machorra”.

E há o menos visível que o modo de se sentar. Que é o nosso modo de lidarmos com os outros, com nossos próprios sentimentos, sobre as prioridades que acreditamos que temos que dar. Nada disso é novidade. Mas cada vez me deixa sem saber o que fazer quando vejo como tão diferentemente meninos e meninas são criados, e como isso se reflete em suas relações heterossexuais futuras.

Já ouvi de muitas amigas, e de mim mesma, reclamações de como às vezes simplesmente parece impossível ter um diálogo realmente produtivo com o namorado ou marido. Como se cada um usasse uma linguagem completamente diversa um do outro. E não falo somente de palavras, mas de expectativas, medos, emoções básicas. Há coisas que são incompreensíveis, ou melhor, invisíveis. É como se fossem duas sub-culturas, e namorar fosse um exercício antropológico!

Não pensem que concordo com essa imagem!

 

Um homem ensinado, socialmente e dentro de casa, a se preocupar menos com os outros, a subestimar o que é mais sentimental e irracional e, principalmente, a subestimar as mulheres, vai ter como se sensibilizar com as preocupações da parceira? Ou estará sempre achando que faz concessões porque a ama? Ou vendo como birras infantis, que devem ser relevadas pacientemente? Ou simplesmente considerará loucura e não se preocupará mais do que acha que deve se preocupar?

Não se trata aqui de dizer que a educação de um é melhor e mais correta que a do outro, e que a mulher somente é vítima disso. Ambos são vítimas, e acredito que não haja um modelo melhor que o outro. Acho que nenhum deles abrange o ser humano em todas suas possibilidades. Para chegarmos ao equilíbrio, teríamos que eliminar esses supostos pólos opostos. Mas, enquanto isso, como lidar com esse condicionamento tão arraigado, tão difícil de mudarmos? Como realmente conseguir chegar ao outro, ao ponto em que consigamos, realmente, falar a mesma língua?

Ou não concordam com essa minha impressão? Gostaria muito de saber o que têm a dizer.

 

utilidade pública do machismo 16/12/2010

Filed under: Uncategorized — gertrudenotstein @ 14:39
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“Mulheres são iguais aos homens, só que mais baratas”

o machismo é anterior às diferenças de classe e sustenta a economia de exploração. o trabalho não pago ou desvalorizado de mais de metade da população garante o funcionamento de um sistema discriminatório, exploratório e injusto.

 

Por um movimento consistente 15/12/2010

Filed under: Uncategorized — gertrudenotstein @ 2:04

O que antes parecia uma vaga idéia agora se assoma como uma possibilidade real para mim: um movimento feminista que realmente tenha voz. Isso por causa da lista das blogueiras feministas, que reune em torno de 150 participantes interessadas na causa. Gente, não sei se fui acometida de alguma espécie de otimismo bobo e ingênuo, mas essa me parece uma oportunidade que não podemos desperdiçar. Começamos devagar, mas agora as discussões já estão sempre andando na lista, sempre com participação, idéias interessantes e respeito entre todas. Um novo mundo praticamente se abriu pra mim. No começo, quando passei a me interessar pelo feminismo, só achava páginas e blogs em inglês na internet sobre o tema. Mal sabia eu que havia uma série de blogueiras falando sobre a causa. Demorei a achar, e olha que procurei por um bom tempo! De fato, às vezes tenho a sensação de que somos invisíveis na internet. E agora, não são só os blogs ótimos que encontrei: temos a possibilidade de nos falarmos entre todas, saber quem somos, compartilhar as idéias  ehistórias.

Reunidas, podemos explorar cada vez mais as ferramentas da internet não individualmente, mas como grupo. Claro que é um grupo pequeno ainda, de pouco alcance. Mas tem tanta idéia boa, tanta gente boa, e de tantos lugares do Brasil, e algumas que até moram fora, que permaneço acreditando que é uma oportunidade boa demais. As discussões na lista têm que continuar, mas deveriam servir de pauta, antes de tudo, para nossas ações como grupo. O blog é um começo. Mas quero ainda ver isso crescer: vídeos (como a Vanessa já começou), twitter (só eu que ainda não entendo nhecas disso), blogs, campanhas, petições, busca de espaço na mídia mais tradicional, sei lá! Qualquer coisa pra chamar atenção pra causa é válido (claro, menos roubar, matar e essas coisas :D).

E aí, sou só eu que tô empolgadinha?

 

Feminismo no dia a dia 01/12/2010

Filed under: Uncategorized — gertrudenotstein @ 16:04
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Uma das coisas mais difíceis é saber lidar com as coisas cotidianas a partir de uma perspectiva feminista. Isso porque é aquela história: se você for encrencar com cada coisa, você vai ter dias muito estressantes e improdutivos. A partir do momento em que me vi assumindo idéias feministas, me deparei com desafios: como lidar com aqueles comentários de pessoas sem importância pra você? Ou pior, como lidar com os comentários que partem de namorados, de familiares? Ou de colegas de trabalho? Como fazer quando você vê em propagandas, filmes, piadas, tudo isso, indícios machistas?

Uma das coisas mais comuns é ficarmos marcadas como chatas, sem humor. Muitas vezes já me perguntaram: “você não consegue deixar isso pra lá por um momento?”, ou “o que você espera que eu faça?”, entre outros. E, de fato, bater muitas vezes na mesma tecla é um saco pra qualquer um, não importa o conteúdo, mas… é difícil ficar quieta, não?

E em uma discussão com namorado/a? Digamos, a respeito de verem pornografia e você discordar disso por questões ideológicas (obviamente não falo de uma discussão motivada por ciúmes). Ou dos parceiros homens e héteros, em geral, sempre desqualificarem a mulher em uma discussão: ela tá fazendo drama, ela tá de tpm, ela tá chorando à toa, ela não quer deixar o pobre em paz… pra qualquer mulher isso é um saco, mas pra uma mulher feminista… E como levantar sempre essa questão sem criar uma barreira nos outros? De não criar aquele clima “Lá vem ela de novo…”? Enfim, como equilibrar essa militância particular, digamos, sem interferir em demasiado no bem estar das relações? Claro que nenhuma feminista mesmo vai suportar namorar um machista completo, mas acho que todo mundo já viu que também faz parte isso de tentar fazer os outros enxergarem outras coisas, outros lados. Afinal, ess aé uma parte importantíssima da nossa luta, não é? Então não é uma luta somente pública.

Levanto essas questões meio óbvias, e sem me aprofundar muito nelas, que é pra saber o que acham disso, como lidam com isso, quais são as principais dificuldades e quais as principais vantagens, enfim! Gostaria que dividissem aqui ou postassem em seus próprios blogs as histórias, aposto que é uma dúvida recorrente em quem tá se “iniciando” no feminismo.

 

violência é questão de gênero 25/11/2010

Filed under: Uncategorized — gertrudenotstein @ 10:10
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  • Hoje é o dia pelo fim da violência contra a mulher. Mas acho que não está tão claro assim, mesmo nessas iniciativas, que não se trata meramente de proteger as mulheres da violência. Não é qualquer violência, não é questão também, de dizer que mulheres são frágeis e por isso precisam de proteção “exclusiva” (afinal, não há dia pelo fim da violência contra os homens). É pelo fim da violência, principalmente, motivada por questões de gênero. O projeto é muito maior  e mais profundo do que pode parecer: é pelo fim de uma cultura que incentiva esse tipo de violência. Que educa meninas para serem submissas, meninos para se expressarem através de atos violentos. A submissão é a perfeita afirmação de feminilidade. A violência, perfeita expressão de masculinidade. É isso que temos que mudar.
  • É preciso, também, ter cuidado para não cairmos em falácias, como dizer que as mulheres que não prestam queixa, ou que não se divorciam, “merecem” a violência que sofrem. O buraco é muito mais embaixo. Sem contar o tratamento nas delegacias, que buscam desqualificar a versão da mulher, e também a agressão sofrida como algo menor, a questão de que muitas mulheres foram ensinadas a se conformar com esse tipo de coisa, o medo que uma ameaça provoca (principalmente quando há crianças envolvidas), o fato de que a sociedade, ao saber desse tipo de coisa, costuma culpar a vítima.
  • Outra coisa que me incomoda, também, nesse tipo de campanha, são as frases do tipo “homem que é homem não bate em mulher”. Porque de novo recaímos nessas concepções rígidas e limitantes do que é “ser homem”, do que é “ser mulher”. Além disso, um homem se afirmar homem porque não bate em mulher, especificamente, e não em qualquer ser humano, denota uma relação de inferioridade, também. Afinal, em homem pode bater sem problemas por quê? Porque ele sim agüenta? E afinal, porque temos que nos expressar tanto através da violência? Penso que esse é um problema maior da nossa cultura brasileira.
  • E, por último, parar de associar violência a mulher como um problema doméstico, e ainda, de classes mais baixas. É uma questão de todas as classes, e é um problema público. É um problema da sociedade. E também parar de relacionar só a casais. Uma violência contra a filha, baseada no fato de que ela é mulher, não conta, também? Ou ainda, a violência que mata não é só a física. São as pequenas violências, sofridas diariamente pelas mulheres, desde que nascem, que naturalizam esse tipo de coisa. Mas é sempre bom lembrar que as relações sociais são construídas, montadas e desmontadas, num jogo de vozes, sujeitos. Assumir que algo é “natural” é meramente se conformar a um modelo que pode, sim, ser mudado.
 

Ciência e gênero 04/11/2010

Filed under: Uncategorized — gertrudenotstein @ 15:33
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Essa questão é outra que vivo pensando. Até falei disso em alguns parágrafos num post velho:

Aqui é necessário fazer um parêntese. Muitos me falarão sobre a biologia, sobre como pesquisas comprovam ou isso ou aquilo, ou sobre o papel do macho como “espalhador de semente”e outras coisas do tipo. Mas é o caso também de se lembrar que cientistas são humanos como outros quaisquer, ou seja, sujeitos como qualquer um às influências e padrões culturais. Ou você que se esquecer que já foi perfeitamente normal fazer estudos sobre a inteligência das raças humanas, considerando a branca superior? E isso ia em consonância com o quê? Com a cultura da época, sim. Ou ainda saber se uma pessoa era criminosa ou não pelas medidas do seu crânio e feições no rosto. Ou mesmo quando cientistas recomendavam sem medo a lobotomia ou outras práticas não muito tempo atrás que hoje seriam consideradas horríveis? E gays, que eram considerados doentes, vítimas de uma patologia? E não se esqueçam que séculos antes de serem considerados doentes, gays eram normais na Grécia Antiga, por exemplo. Ou seja, a ciência, por mais metódica que tente ser, acaba sendo, muitas vezes, reflexo de sua própria sociedade e de seu tempo.

E hoje vejo esse texto muito interessante, o qual recomendo muitíssimo. Tomei a liberdade de reproduzi-lo, mas o original encontra-se aqui, e a autoria é de Pepe Flores:

Ciência, Tecnologia e Feminismo: a construção do gênero (I a V)

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Tecnologia – Geral
TUESDAY, 02 NOVEMBER 2010 19:15

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Na semana passada eu reli Uma Introdução à Ciência e Tecnologia Estudos de Sergio Sismondo , um verdadeiro livro de referência para qualquer pessoa interessada em uma abordagem social da prática científica. Um dos capítulos que eu mais gostei de ler foi o papel do feminismo na ciência. Embora à primeira vista parecem muito diferentes questões, os estudos de gênero têm encontrado terreno fértil na produção de conhecimento. Inspirado pela entrega de cinco grandes volumes de Alan Lazalde Internet é copyleft , atrevo-me a imitar uma antologia similar na esperança de que o problema pegou e eu vou esclarecer muitas dúvidas.

A construção de gênero

Vamos começar a deixar claro qual é a tarefa de os estudos de ciência e tecnologia (C & TS). principal objetivo da ciência é descobrir, compreender e teorizar sobre o mundo que nos rodeia. No entanto, ser romântico – se não ingênuo – para acreditar que a prática científica está isento das minúcias do mundo exterior. Por esta razão, a S & TS são alunos para os cientistas, a maneira como eles produzem conhecimento, como as condições de trabalho, baixos padrões e valores éticos e as forças sociais que afetam o desenvolvimento da ciência e da tecnologia. Nesse sentido, uma abordagem feminista se concentra em vários pontos relacionados com o preconceito de gênero, a divisão do trabalho científico, entre outros temas.

Sexo é um dos mais estudados pela ciência. Um dos exemplos mais claros são a investigação ligada ao sexo por biólogos e psicólogos, central para o surgimento de disciplinas como a sociobiologia. Como resultado, o feminismo nos seus primeiros dias centrada quase exclusivamente em causa gravemente a construção científica do gênero. Na verdade, muitos dos críticos mais proeminentes no campo da biologia eram biólogos, desafiando a qualidade do trabalho dos seus colegas. Esta foi a linha de pesquisa mais clara das feministas S & TS na primeira metade dos anos oitenta.

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Uma das obras-primas é Mitos do Gênero (1985) por Anne Fausto-Sterling . Em sua obra, o biólogo mostra como os cientistas não conseguem entender os contextos sociais em que se pode produzir um comportamento de gênero. Outra das controversas pesquisas mais Fausto-Sterling estava com hermafroditas crianças, e como os médicos envolvidos para ser colocado em ambos os sexos, mostrando como os médicos atuam diretamente sobre o reforço de gêneros estabelecidos.

Devido ao interesse público resulta em público biologizante diferenças entre homens e mulheres – e assim fazendo com que pareçam naturais para legitimar – a crítica de autores como Fausto-Sterling abriu a porta para o debate sobre a produção científica. No entanto, o escopo deste trabalho é difícil de estimar, uma vez que a investigação sobre as diferenças de género continuam a ser populares na ciência e na mídia.

Outra vantagem dos estudos feministas em C & TS era sobre como construções de gênero são incorporadas nalinguagem da biologia. Emily Martin (1991) explora as metáforas comuns que descrevem a produção ea reunião do óvulo e do esperma.

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Martin disse que o ovo é considerado passivo, e não uma viagem, mas é “transportado”, “depósito” ou mesmo “fluxos” pelas trompas de falópio. Em contraste, o espermatozóide é retratado como ativo, e que “oferece os seus genes ‘,’ gatilho ‘da agenda de desenvolvimento do ovo é” competitivo “, e tem uma” velocidade “que é constantemente destacada. Quando o espermatozóide penetra no óvulo, há também uma relação semelhante entre passivo / ativo. O esperma “penetra” o ovo “expectante”. Este vocabulário sobrevive, embora tenha sido demonstrado que ambas as células agem durante a fertilização. Como Martin, a ciência tem construído um “romance” com base em papéis estereotipados – uma história que ajuda a fortalecê-las.

Outro estudos feministas fez uma observação semelhante é Londa Schiebinger (1993), que argumenta que os mamíferos são chamados assim devido à importância social e simbólica da mama na Europa do século XVIII. Schiebinger mostra que os seios aparecem com destaque na iconografia da época como um símbolo do cuidado de maternidade. Mammalia Linnaeus introduziu o termo no sentido de antes Quadrupelia em 1758, em um contexto que incluía uma campanha contra os enfermeiros. O rótulo foi usado para tornar a amamentação um recurso natural de definitivo humanos (e outros animais) e, portanto, serviu como um argumento para desencorajar a contratação de babás.

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No caso da tecnologia, uma das pesquisas mais interessantes é Cynthia Cockburn (1983) que argumenta que as escolhas tecnológicas são geralmente sobre o estudo das tensões entre os empregadores interessados emreduzir custos ou aumentar o seu domínio, e para homens interessados em manter seus salários e status – especialmente se essa posição vem de sua disputa com os sindicatos.

Macho trabalhadores da indústria em geral, querem trabalhar com maquinaria pesada e ferramentas, tornando o seu trabalho depende de sua força física, ou, em alternativa, querem estar no comando das máquinas ou em cargos de gerência. Os empregadores, por outro lado, estão mais interessados nos processos de usinagem, ou porque simplesmente querem aumentar a eficiência do trabalho, ou contratar menos qualificados e menos bem pagos – muitas vezes as mulheres. Mecanização e feminização andam de mãos dadas. Se dermos a razão para Cockburn, até mesmo tecnologias industriais são tremendamente associado ao sexo.

Serve esta primeira questão a clarificar o modo como a ciência ea tecnologia contribuem para a construção social de gênero, de modo que às vezes nem suspeito. Seja por meio da linguagem, práticas e costumes, a ciência ea atividade social promove a divisão entre homens e mulheres – muitas vezes inconscientemente. Os papéis incorporados em tecnologias ou teorias científicas reforçar essas estruturas. Amanhã, espero que a próxima parcela, incidindo contribuição do feminismo para o S & TS (e, em geral, a teoria social): a epistemologia perspectivista.

Ciência, Tecnologia e Feminismo: a construção do gênero (I a V) escrito em ALT1040 em 02 de novembro de 2010 por Pepe Flores

 

 
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